Favoritos de 2014 (em construção)

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Diário de Leitura #30 a #33 | Maresi, Coragem e Me Chame Pelo Seu Nome


Já faz um tempo que venho querendo trazer postagens mais dinâmicas aqui no blog, então decidi começar a fazer diários de leitura onde vou falar resumidamente sobre as últimas leituras que fiz. Ainda não sei se o formato seguirá o mesmo deste post, mas espero que gostem do resultado e acompanhem as próximas postagens :)

Li muita coisa boa nessas últimas semanas! Vamos começar por Maresi...


Maresi, de Maria Turtschaninoff (Editora Morro Branco)

Maresi é o primeiro livro da série As Crônicas da Abadia Vermelha, de Maria Turtschaninoff, publicado esse ano pela Morro Branco. Gente, que livro ótimo! Ele é contado em primeira pessoa pela Maresi, uma jovem noviça que mora com outras várias meninas e mulheres na Abadia Vermelha, na ilha de Menos, um lugar que muitos pensam se tratar de lenda, mas que para essas mulheres é um refúgio, o lugar que as acolheu e protegeu. Lá é proibida a entrada de homens (um sonho) e elas vivem do que produzem. Um lugar assim só pode ter magia, certo? E a resposta é sim, tem magia, e é uma coisa linda de se ler. A autora teve umas ideias fantásticas e desenvolveu tudo maravilhosamente bem.

sábado, 21 de abril de 2018

Resenha || A Mulher Entre Nós, de Greer Hendricks e Sarah Pekkanen

Paralela, 2018 || 352 páginas || Skoob
Sinopse: Um livro de suspense que explora as complexidades do casamento e as verdades perigosas que ignoramos em nome do amor. Aos 37 anos, a recém divorciada Vanessa está no fundo do poço. Deprimida, morando no apartamento de sua tia, ela não tem filhos, dinheiro ou amigos verdadeiros. Ao descobrir que Richard, seu rico e carismático ex-marido, está prestes a se casar de novo, algo dentro de Vanessa se quebra. A partir de agora, sua vida irá revolver em torno de uma única obsessão: impedir esse matrimônio. Custe o que custar. Na superfície, Nellie se parece com qualquer outra jovem bela e sonhadora que veio para Manhattan começar sua tão sonhada vida adulta. Mas a personalidade tranquila que ostenta é apenas uma fachada. Em sua mente, perdura um segredo que a fez fugir de sua cidade natal e que a impede de caminhar em paz quando está sozinha. Ao conhecer Richard – bem sucedido, protetor, o homem dos sonhos – ela finalmente começa a sentir-se segura. Ele promete protegê-la de todos os males, para o resto de sua vida. Mas, de repente, ela começa a receber ligações misteriosas. Fotografias em seu quarto são movidas de lugar. O lenço que ela planejava usar em seu casamento desaparece. Alguém está perseguindo a, alguém quer o seu mal. Mas quem?  

RESENHA ✍

Vanessa Thompson tem 37 anos e acabou de se divorciar do marido, Richard. A separação não está sendo nem um pouco fácil para Vanessa, que dedicou longos anos a um casamento que foi ruindo aos poucos, e deixou marcas terríveis. Agora, morando com a tia e trabalhando na Saks, ela precisa tomar um rumo em sua vida. Depois de meses, ela descobre que seu ex marido irá se casar novamente. Ela não pode permitir.

Nellie é uma jovem mulher inteligente e cheia de planos. Quando conhece Richard, ela acredita ter encontrado o amor de sua vida. Carismático, gentil, rico e bem apessoado, ele parece o cara dos sonhos. Mesmo com os conselhos de sua melhor amiga e sua mãe sobre a rapidez daquele relacionamento, ela não tem dúvidas de que quer passar sua vida ao lado dele.

Mas nem tudo são flores e Nellie sente que está sendo perseguida; ligações misteriosas, objetos que desaparecem... Será que tem alguém querendo seu mal? Ou será que os fantasmas de seu passado finalmente foram atrás dela, depois de tanto tempo?
“Seria bom se eu pudesse entender melhor na época; eu me sentia abandonada, mas agora sei como é experimentar um sofrimento pesado demais para suportar. Tudo o que você quer é se esconder em um lugar seguro e esperar a tempestade passar. Mas agora é tarde demais.”

Resenha || O Sol na Cabeça, de Geovani Martins

Companhia das Letras, 2018 || 122 páginas || Skoob
Sinopse: Em O sol na cabeça, Geovani Martins narra a infância e a adolescência de garotos para quem às angústias e dificuldades inerentes à idade soma-se a violência de crescer no lado menos favorecido da “Cidade partida”, o Rio de Janeiro das primeiras décadas do século XXI. Em “Rolézim”, uma turma de adolescentes vai à praia no verão de 2015, quando a PM fluminense, em nome do combate aos arrastões, fazia marcação cerrada aos meninos de favela que pretendessem chegar às areias da Zona Sul. Em “A história do Periquito e do Macaco”, assistimos às mudanças ocorridas na Rocinha após a instalação da Unidade de Polícia Pacificadora, a UPP. Situado em 2013, quando a maioria da classe média carioca ainda via a iniciativa do secretário de segurança José Beltrame como a panaceia contra todos os males, o conto mostra que, para a população sob o controle da polícia, o segundo “P” da sigla não era exatamente uma realidade. Em “Estação Padre Miguel”, cinco amigos se veem sob a mira dos fuzis dos traficantes locais. Nesses e nos outros contos, chama a atenção a capacidade narrativa do escritor, pintando com cores vivas personagens e ambientes sem nunca perder o suspense e o foco na ação. Na literatura brasileira contemporânea, que tantas vezes negligencia a trama em favor de supostas experimentações formais, O sol na cabeça surge como uma mais que bem-vinda novidade.  

RESENHA ✍

O Sol na Cabeça é o livro de estréia do jovem carioca Geovani Martins no mercado editorial, e ele já chegou fazendo barulho! Artistas como Chico Buarque e Nelson Motta, e também o premiado escritor Milton Hatoum, já elogiaram a obra.

O livro reúne 13 contos curtos que vão narrar a vida de jovens garotos do Rio de Janeiro em diversos cenários e situações. No primeiro conto acompanhamos um grupo de amigos que contam as moedas para ir dar um rolé na praia e lá se deparam, não pela primeira ou última vez, com os olhares de preconceito e o racismo velado; na hora de ir embora, dão de cara com uma ação policial.

Esse foi meu conto favorito do livro. A linguagem que o autor usa é tão real e  que eu senti que estava naquele lugar, com aqueles garotos, e senti uma aflição e sentimentos que só um livro bem escrito assim é capaz de causar.
"É foda sair do beco, dividindo com canos e mais canos o espaço da escada, atravessar as valas abertas, encarar os olhares dos ratos, desviar a cabeça dos fios de energia elétrica, ver seus amigos de infância portando armas de guerra, pra depois de quinze minutos estar de frente pra um condomínio, com plantas ornamentais enfeitando o caminho das grades, e então assistir adolescentes fazendo aulas particulares de tênis. É tudo muito próximo e muito distante. E, quanto mais crescemos, maiores se tornam os muros."

quinta-feira, 5 de abril de 2018

TBR #2 || Alguns dos livros que pretendo ler em Abril | 2018


Olá, leitores! Como vocês estão? O ano está voando e, em um piscar de olhos, já chegamos ao mês de Abril. Março não foi o melhor mês em relação as leituras, e acabei não conseguindo postar tanto aqui no blog quanto gostaria. Vamos tentar mudar isso esse mês! Tem bastante coisa legal pra compartilhar e muitos livros para serem lidos e resenhados; nesse post vou mostrar alguns que quero muito ler em Abril.

Para quem não conhece o termo, TBR significa To Be Read (Para ser lido) e nada mais é que uma lista com pretensões de leitura.

1 - Coragem, de Rose McGowan

Coragem
HarperCollins Brasil, 2018 || Skoob || 288 páginas 

Coragem é a autobiografia da atriz Rose McGowan, que denunciou no último ano o diretor Harvey Weinstein por abuso sexual e expôs toda a sujeira e misoginia de Hollywood. Essa é minha primeira leitura de Abril e está sendo uma experiência bem interessante; não conhecia a Rose, e não sou uma grande fã de autobiografias. Até o momento, mais ou menos metade do livro, estou achando a escrita bem repetitiva... Bem, falaremos mais sobre ele na resenha :)

sexta-feira, 16 de março de 2018

Resenha || A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende

Bertrand Brasil, 2017 || 448 páginas || Skoob
Sinopse: O maior sucesso de Isabel Allende, agora com novo projeto gráfico. A casa dos espíritos é tanto uma emblemática saga familiar quanto um relato acerca de um período turbulento na história de um país latino-americano indefinido. Isabel Allende constrói um mundo conduzido pelos espíritos e o enche de habitantes expressivos e muito humanos, incluindo Esteban, o patriarca, um homem volátil e orgulhoso, cujo desejo por terra é lendário e que vive assombrado pela paixão tirânica que sente pela esposa que nunca pode ter por completo; Clara, a matriarca, evasiva e misteriosa, que prevê a tragédia familiar e molda o destino da casa e dos Trueba; Blanca, sua filha, de fala suave, mas rebelde, cujo amor chocante pelo filho do capataz de seu pai alimenta o eterno desprezo de Esteban, mesmo quando resulta na neta que ele tanto adora; e Alba, o fruto do amor proibido de Blanca, uma mulher ardente, obstinada e dotada de luminosa beleza. As paixões, lutas e segredos da família Trueba abrangem três gerações e um século de transformações violentas, que culminaram em uma crise que levam o patriarca e sua amada neta para lados opostos das barricadas. Em um pano de fundo de revolução e contrarrevolução, Isabel Allende traz à vida uma família cujos laços privados de amor e ódio são mais complexos e duradouros do que as lealdades políticas que os colocam uns contra os outros.  

RESENHA ✍

Para mim é sempre muito complicado resenhar os clássicos, e no caso de A Casa dos Espíritos, da escritora chilena Isabel Allende, a missão é ainda mais difícil. O livro foi lançado originalmente em 1982 e tem sua trama voltada ao realismo mágico, estilo literário que surgiu durante o período conturbado dos processos ditatoriais na América Latina. O gênero tem como principais características elementos mágicos e sobrenaturais na narrativa que são tomados como normais ou cotidianos pelos personagens, que não geram surpresa em suas aparições, e distorções referentes a tempo e estética. Dois outros grandes autores do movimento são Arturo Uslar Pietri e Gabriel García Marquez.

A Casa dos Espíritos segue as histórias de três gerações de mulheres da família del Valle. Clara é a filha mais nova e tem inexplicáveis poderes; ela pode tocar piano sem tocar suas teclas, como também mover e arremessar objetos pelos cômodos de sua casa. Sua irmã, Rosa, tem lindos cabelos verdes e uma beleza que encanta a todos. Sempre protegida, ela arrebata o coração de um pobre mineiro, Steban Trueba, que pede sua mão em casamento. Mas uma sucessão de desgraças abala a vida dessa família, e a bela Rosa morre subitamente, levando o jovem Trueba quase a loucura.

Abalado, ele resolve seguir sua vida buscando riquezas e títulos, e não muito tempo depois se torna um homem muito rico e dono de uma enorme fazenda, As Três Marias, onde apronta barbaridades com seus funcionário e as mulheres que ali vivem. Querendo uma esposa, ele volta a sua cidade para pedir a mão de Clara, a irmã de sua falecida noiva; mas Clara já sabia que isso iria acontecer, e não se opõe ao pedido. A partir daí, a vida do casal e de todos a sua volta muda drasticamente.
"As vezes Clara acompanhava sua mãe e duas ou três de suas amigas sufragistas em visitas a fabricas, onde subiam em caixotes para arengar às operárias, enquanto, a distância prudente, os capatazes e patrões observavam, zombeteiros e agressivos. Apesar de sua pouca idade e completa ignorância das coisas do mundo, Clara percebia o absurdo da situação e descrevia em seus cadernos o contraste entre sua mãe e suas amigas, com casacos de pele e botas de camurça, falando de opressão, igualdade e direitos a um grupo triste e resignado de trabalhadoras, com toscos aventais de algodão cru e as mãos vermelhas de frieira. Da fabrica, as sufragistas se dirigiam a confeitaria da Praça das Armas para tomar chá com bolinhos e comentar os progressos da campanha, sem que essa distração frívola as afastasse nem um segundo de seus inflamados ideais. Outras vezes sua mãe levava-a às comunidades marginais e aos cortiços, aonde chegavam com o coche carregado de alimentos e roupa que Nívea e as amigas costuravam para os pobres. Também nessas ocasiões, a menina escrevia com assombrosa intuição que as obras de caridade não eram capazes de mitigar essa monumental injustiça."

terça-feira, 13 de março de 2018

Resenha || O Príncipe Serpente, de Elizabeth Hoyt | Trilogia dos Príncipes #3

Record, 2017 || 364 páginas || Skoob
Sinopse: O terceiro livro da aguardada série de romances de época com uma forte pitada de erotismo. Quando o diabo encontra um anjo... Lucy Craddock-Hayes está satisfeita com a vida tranquila no interior. Até o dia em que tropeça num homem inconsciente — um homem inconsciente e nu — e perde para sempre sua inocência. Ele pode levar ao paraíso... O visconde Simon Iddesleigh apanhou de seus inimigos até quase morrer. Agora ele está determinado a se vingar. Mas quando Lucy cuida dele para restaurar sua saúde, a sinceridade da jovem surpreende sua sensibilidade calejada — e desperta um desejo que ameaça consumir os dois. Ou ao inferno. Encantada com a inteligência perspicaz de Simon, com seus modos urbanos e até com seus sapatos de solado vermelho, Lucy rapidamente se apaixona por ele. Embora sua honra o mantenha longe dela, a vingança envia os agressores de Simon à sua porta. Enquanto o visconde entra em guerra contra seus inimigos, Lucy luta pela própria alma, usando a única arma que tem — seu amor... 

RESENHA ✍

O Príncipe Serpente é o terceiro e último volume da série que conquistou milhares de leitores pelo mundo e chegou ao Brasil em 2017 em edições de tirar o fôlego para a alegria dos fãs de romance de época: a Trilogia dos Príncipes, da autora americana Elizabeth Hoyt.

Neste livros vamos conhecer Lucy Craddock-Hayes e o visconde Simon Iddesleigh, que se conheceram em uma situação, digamos... constrangedora. No meio de um passeio, Lucy tropeça em um homem inconsciente na beira de uma estrada, muito machucado e completamente nu. A jovem toma então para si a tarefa de abrigar o enfermo e cuidar de sua saúde, contrariando seu pai ranzinza, mesmo não sabendo nada sobre sua história.
“Eu me lembrarei da senhorita por todos os dias da minha vida – murmurou ele tão baixo que ela quase não ouviu. – E não sei ao certo se isso é uma benção ou uma maldição. – Ele se ajoelhou, inclinando-se sobre as mãos dela, e Lucy sentiu os lábios quentes roçando na palma da sua mão fria."

terça-feira, 6 de março de 2018

Melhores Quotes | Um Verão Para Recomeçar, de Morgan Matson

Livro: Um Verão Para Recomeçar, de Morgan Matson || Editora Novo Conceito | RESENHA

Sinopse: Taylor Edwards nunca se sentiu importante, muito menos alguém que se destaca. Além disso, ela tem a estranha mania de fugir quando as coisas ficam meio complicadas. No dia do seu aniversário, Taylor recebe uma terrível notícia: o pai dela está muito doente. Ela até tenta fugir novamente, mas agora sua família precisa de toda ajuda e união possível. Então eles tomam a seguinte decisão: passar o verão juntos na casa do lago. Taylor não vai à casa do lago, onde ela e a família passavam o verão, desde que tinha doze anos, e ela definitivamente nunca planejou voltar. No lago Phoenix, ela reencontra sua ex- melhor amiga, Lucy, e Henry Crosby, sua primeira paixão. De repente, Taylor se vê cercada por lembranças que preferia ter deixado no passado. Apesar do medo e de querer fugir mais do que tudo, a única coisa que resta a ela é ficar com seu pai e enfrentar os dias da melhor maneira possível. Nesse verão em família, vivendo momentos tristes e felizes ao mesmo tempo, Taylor percebe que ela tem uma segunda chance de refazer laços familiares e até, quem sabe, poder viver um grande amor. Um verão para recomeçar é um notável romance sobre esperança, amor e superação.

QUOTES
"Tudo mudara. Ou, para ser mais precisa, tudo iria mudar. Mas nada havia mudado ainda. Por isso as condolências eram artificiais - como se as pessoas estivessem dizendo que sentiam muito pelo incêndio na minha casa, quando ela estava intacta, mas com uma brasa acesa queimando por perto, à espreita."