Favoritos de 2014 (em construção)

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

À Espera de um Milagre, de Stephen King

Planeta DeAgostini, 2004 || 232 páginas || Skoob
Sinopse: Paul Edgecombe é um homem velho. Muito velho. E no asilo para idosos onde passa agora seus dias, Edgecombe é assaltado por lembranças do passado. Penitenciária de Cold Mountain. O macabro corredor da morte. Frios e cruéis assassinos. Por muito tempo, Edgecombe foi guarda do presídio onde ficavam os condenados à morte, e são muitas as histórias que insistem em visitá-lo em seus dias agora vazios. Mas há uma em especial que o atormenta. Há uma em especial que não deixará Edgecombe em paz até contá-la em detalhes. Todos os detalhes. É a assustadora história de John Coffey, o gigante assassino de duas meninas. Acompanhe Paul Edgecombe neste mergulho num passado de ódio, vingança e... milagres. O corredor da morte espera sua visita.  

RESENHA ✍

Paul Edgecombe é um idoso morador de asilo que decide combater a senilidade escrevendo sobre seu tempo como chefe de bloco na prisão de Cold Mountain. Seus dias são divididos em: roubar fatias de torrada na cozinha antes da caminhada matinal, fugir do enfermeiro xereta e escrever o máximo que puder sobre seu tempo na prisão. A história contada por Paul gira em torno de um período específico, quando John Coffey chega ao Bloco E, que é responsável por abrigar os condenados à morte na cadeira elétrica, apelidada de Velha Fagulha.

John Coffey é um gigante que foi condenado pelo estupro e assassinato de duas meninas. Coffey foi encontrado com as duas irmãs aninhadas como se fossem duas bonecas em seus enormes braços negros. No momento de sua captura, John encontrava-se em um estado catatônico, chorava sem consolo e repetia a mesma frase “Não pude evitar. Tentei tirar de volta, mas já era tarde demais.”
“Não se passaram mais de dez minutos e os homens pararam, percebendo que podiam ouvir mais do que apenas os cães. Era um uivar, mais do que um ladrar, um som que nenhum cão jamais soltara, nem mesmo nos seus instantes finais de agonia. Era um som que nenhum deles jamais ouvira qualquer coisa emitir, mas perceberam todos eles, que eram um homem.”

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

TBR #1 || Alguns dos livros que pretendo ler em Fevereiro | 2018


Olá, leitores! Já faz um tempo que não divido com vocês minhas listas de leituras, não é mesmo? Estou com alguns projetos que quero por em prática por aqui, então nos veremos mais vezes para bater um papo sobre as leituras em andamento, metas e, também, sobre os livros que quero ler naquele ou no próximo mês.

Já estamos em fevereiro, e não tem como... vou cair no clichê: o ano está passando tão rápido! Parece que foi ontem que vim aqui falar sobre as melhores leituras de 2017, e agora estamos no segundo mês de 2018, e com mais quatro livros nos favoritos (falaremos sobre eles em outra oportunidade).

Os posts de TBR são nada mais nada menos que uma lista de livros que eu faço todos os meses com algumas leituras que pretendo fazer. Hoje vou dividir com vocês 5 livrinhos que quero muuuito ler no decorrer de fevereiro. Pretendo ler mais de 5 livros, mas esses são títulos que vocês certamente me verão resenhando em breve.

Resenha || Um de Nós Está Mentindo, de Karen M. McManus

Galera Record, 2018 || 384 páginas || Skoob
Sinopse: Cinco alunos entram em detenção na escola e apenas quatro saem com vida. Todos são suspeitos e cada um tem algo a esconder. Numa tarde de segunda-feira, cinco estudantes do colégio Bayview entram na sala de detenção: Bronwyn, a gênia, comprometida a estudar em Yale, nunca quebra as regras. Addy, a bela, a perfeita definição da princesa do baile de primavera. Nate, o criminoso, já em liberdade condicional por tráfico de drogas. Cooper, o atleta, astro do time de beisebol. E Simon, o pária, criador do mais famoso app de fofocas da escola. Só que Simon não consegue ir embora. Antes do fim da detenção, ele está morto. E, de acordo com os investigadores, a sua morte não foi acidental. Na segunda, ele morreu. Mas na terça, planejava postar fofocas bem quentes sobre os companheiros de detenção. O que faz os quatro serem suspeitos do seu assassinato. Ou são eles as vítimas perfeitas de um assassino que continua à solta? Todo mundo tem segredos, certo? O que realmente importa é até onde você iria para proteger os seus.  

RESENHA ✍

Um de Nós Está Mentindo é o livro de estréia da autora americana Karen M. Mcmanus, publicado  pela primeira vez em 2017 e se tornando em pouco tempo um sucesso de vendas e críticas entre o público jovem adulto. Agora a Galera Record está trazendo o livro para os leitores brasileiros; para nossa alegria!

Cinco adolescentes no último ano do ensino médio são mandados para a detenção da escola por uma  suspeita infração em comum: todos portavam celulares na sala da aula. Bronwyn é uma aluna exemplar que sempre tira as melhores notas e participa de várias atividades na escola; Addy é uma bonita garota que parece estar no relacionamento perfeito, mas esse não é bem o caso; Nate está em liberdade condicional por tráfico de drogas; e Cooper é o atleta do grupo, e tem um futuro promissor no beisebol. O quinto adolescente é Simon, o criador e administrador de um cruel aplicativo de fofocas, onde escreve sobre todos do colégio Bayview sem reservas, expondo os maiores podres e os segredos mais bem guardados.

Quando Simon morre de forma súbita dentro daquela sala, os outros rapidamente se tornam suspeitos, e de uma hora para outra se veem no meio de uma investigação criminal e protagonistas de um caso que pode transformá-los para sempre e expor os segredos que tanto tentavam esconder.
“Agora eis o dever de casa: liguem os pontos. Será que está todo mundo mancomunado ou alguém está no controle? Quem é o manipulador e quem são as marionetes? Vou dar uma pista para vocês começarem: todo mundo está mentindo. Valendo!”

sábado, 27 de janeiro de 2018

Resenha || O Livro dos Títulos, de Pedro Cardoso

Record, 2017 || 192 páginas || Skoob
Sinopse: Genuíno Jesus Cristóvão do Amanhã nunca gostou de ler, mas sempre gostou dos livros. Frequentador assíduo da livraria do seu Velhinho Livreiro, formou imensa biblioteca. Após conhecer e se apaixonar por Constança, editora-chefe de uma ONG sueca ligada à Unesco, resolve escrever – para conquistar o coração da amada – o seu primeiro e único livro: O livro dos títulos . Ator, dramaturgo e roteirista de televisão, Pedro Cardoso – o eterno Agostinho de A grande família – apresenta-nos, neste seu primeiro romance, uma nova faceta de sua genialidade. Explorando de forma original e surpreendente o seu dom para o humor, revela uma visão que é, ao mesmo tempo, crítica do mundo insano em que vivemos, mas também delicada sobre o que nos torna humanos. Nas palavras do autor: “Este livro foi escrito sob o impacto de uma profunda preocupação com o futuro do Brasil; mas não é só disso que ele trata, porque nunca a vida é monotemática. Há nele também perplexidade diante da linguagem, fascínio pelo amor romântico e respeito para com a loucura; vale-se de uma distopia irônica para confirmar a esperança; e aposta na crença de que o humor é um bálsamo para todos os nossos males.”.  

RESENHA ✍

O Livro dos Títulos é o primeiro romance do ator e dramaturgo Pedro Cardoso, mais conhecido por interpretar o personagem Agostinho Carrara no seriado A Grande Família, que ficou no ar por 13 anos, papel que lhe rendeu uma indicação ao Emmy Internacional como melhor ator.

Neste livro conhecemos Genuíno Jesus, um jovem simples que nunca conseguiu ler um livro (as palavras nunca fixavam em sua mente ou pareciam fazer sentido), mas sempre adorou os livros. Passava horas na livraria admirando centenas de exemplares, e levando alguns para sua própria coleção; pois apesar de não conseguir ler os livros, Genuíno simplesmente não conseguia ficar longe deles. Eram seu maior vício.

E passava horas com um livro na mão, fingindo ler enquanto sua mente já estava bem longe. E foi essa sua mania de andar sempre com um livro na mão que o aproximou de Constança, uma jovem rica que, depois de uma conversa sobre um livro que ele nunca leu, o cativou rápida e profundamente. Mas ela tem sua própria vida, um namorado e um futuro brilhante, bem longe de Genuíno. Mas ele não quer saber, e continua fantasiando sobre sua amada e sobre o futuro deles, colocando todas as suas esperanças nesse romance fictício... E é exatamente isso que ele faz, arrebatado pela possibilidade de conquistar o amor daquela mulher: ele começa a escrever um livro.
"Eu nunca gostei de ler, mas sempre gostei de livros. Quando era jovem, e cria que toda a gente prestava atenção em mim o tempo todo, eu carregava sempre um livro comigo e fingia ler. Eu acreditava que, sendo um grande leitor, ninguém jamais sentiria pena de mim por eu estar constantemente sozinho. O livro me protegia da piedade dos outros."

sábado, 20 de janeiro de 2018

Resenha || Silas Marner: o tecelão de Raveloe, de George Eliot

José Olympio, 2017 || 238 páginas || Skoob
Sinopse: Publicado originalmente em 1861, Mary Ann Evans, sob o pseudônimo de George Eliot, combate preconceitos, privilégios e desvios de conduta que se revelam até hoje na sociedade Silas Marner: O tecelão de Raveloe é a história de um tecelão de linho que foi traído por seu melhor amigo e acusado de um roubo que jamais praticara. Desencantado com as pessoas e com a religião que o condenaram, ele abandona para sempre o lugarejo onde nasceu e morava. Fixando-se em outra e distante cidadezinha, Silas passa a viver como um proscrito, não se relacionando com ninguém. Se apega ao dinheiro e acaba juntando uma pequena fortuna, que, no entanto, acabará por perder, como antes perdera a consideração dos vizinhos. Somente a aparição de uma criança, que há de surgir no lugar do ouro sumido, garantirá seu reencontro com a satisfação de estar vivo. Notável por seu forte realismo e seu tratamento sofisticado de uma variedade de questões que vão desde a religião à industrialização de comunidade, Silas Marner desmascara e combate preconceitos, privilégios, desvios de conduta e ambições tortuosas que se revelam até hoje enquistados na sociedade.  

RESENHA ✍

George Eliot foi o pseudônimo utilizado pela romancista e tradutora britânica Mary Ann Evans, um dos principais nomes da literatura na era vitoriana. Mary Ann optou por utilizar o pseudônimo masculino para tentar fugir dos esteriótipos que faziam os romances escritos por mulheres serem considerados leves, ou "literatura de mulherzinha", quando ela tinha como temas principais a angústia, desesperos e reflexões sobre a vida e a desigualdade de classes. Silas Marner é o seu terceiro romance, publicado em 1861 quando a autora tinha 42 anos.

Silas Marner deixou a cidade onde morava depois de ser acusado injustamente por um crime e traído pelo seu melhor amigo. Desiludido com tudo e todos, ele vai viver bem longe, onde ninguém sabe de seu passado. Morando sozinho e sem nenhuma ligação a não ser com seus clientes, o velho Marner passa seus dias tecendo linho, sem descanso, ambições ou esperança para o futuro, apenas vivendo um dia após o outro e acumulando uma grande quantia em dinheiro.
"O amor perfeito tem um sopro de poesia capaz de tornar mais nobres as relações dos seres humanos menos instruídos."

domingo, 14 de janeiro de 2018

Resenha || 1977: Enfield, de Guy Lyon Playfair

Darkside, 2017 || 288 páginas || Skoob
Sinopse: Enfield, subúrbio de Londres. Na fria noite de 31 de agosto de 1977, a vida de uma família simples e comum mudaria para sempre. Pequenas batidas e sons inexplicáveis, móveis caindo sem nenhum motivo aparente, esse parecia um verdadeiro caso de poltergeist. Desde os primeiros dias, os pesquisadores de atividades psíquicas Maurice Grosse e Guy Lyon Playfair — que viveu muitos anos no Brasil, pesquisou a vida do médium Chico Xavier e tem experiência e conhecimento profundos sobre a popularização do espiritismo e o sincretismo cultural do nosso país — acompanharam o caso e conseguiram documentar mais de seiscentas páginas de transcrição de fitas cassetes e registros em vídeo dos surpreendentes e assustadores eventos, aqui relatados exatamente como aconteceram. Há anos, o caso Enfield é considerado um marco entre os episódios sobrenaturais mais bem documentados, chamando até hoje a atenção da mídia britânica e internacional, de diversos outros pesquisadores e, inclusive, de Ed e Lorraine Warren, além de ter inspirado os filmes Poltergeist e Invocação do Mal 2. Contudo, apenas com 1977 – Enfield é possível conhecer todos os detalhes do início ao fim deste caso que durou três anos — e com um final tão surpreendente quanto os das melhores histórias de terror.  

RESENHA ✍

1977: Enfield conta a experiência da família Harper e alguns envolvidos na intensa atividade paranormal com um poltergeist. O livro, narrado em primeira pessoa pelo pesquisador Guy Lyon Playfair, conta com detalhes a rotina da família Harper e os desdobramentos do que é até hoje o caso mais bem documentado de uma atividade paranormal. Por volta das 21:30 da noite de 31 de agosto de 1977, a família Harper começa a perceber que as batidas que os tem atormentado pelas duas últimas noites não são causadas por nenhum dos moradores da casa
"O que você faria se um de seus móveis de repente deslizasse pelo piso por conta própria, bem diante dos seus olhos? Pense por um instante e seja honesto consigo mesmo. O que você realmente faria?"
Então adoráveis vorazes, o que vocês fariam?

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Resenha || A Casa Inventada, de Lya Luft

Record, 2017 || 112 páginas || Skoob
Sinopse: Lya Luft retoma sua vertente mais literária, com sua prosa poética a compor lindas metáforas e reflexões sobre a vida Valendo-se de um gênero híbrido – mistura de romance, ensaio e autoficção –, Lya Luft traça o roteiro para a casa que se quer inventada, projetando, um a um, os cômodos, elementos e detalhes necessários a esta construção: a porta de espiar, o espelho de Pandora, a sala da família, o quarto das crianças, o porão das aflições, o pátio cotidiano, o jardim dos (a)deuses. A casa é, em um primeiro entendimento, o espaço físico, expressão de seus moradores. Mas também uma metáfora da existência: morada da família e dos afetos, da amizade e dos amores, mas também da dor, das frustações, dos traumas e até da morte, num entendimento de que tudo deve estar, harmoniosamente, ao abrigo desta casa que inventamos. Metade formada de escolhas; a outra metade, milagres.  

RESENHA ✍

Lya Luft é uma escritora e tradutora brasileira. Entre suas obras mais conhecidas estão Perdas e Ganhos, O Tigre na Sombra e O Tempo é um Rio que Corre, todos publicados pela editora Record. Como tradutora, Luft trouxe para o português autores como Virginia Woolf e Thomas Mann, e também livros de não-ficção, recebendo prêmios importantes na área. Mais de vinte obras literárias depois, Lya Luft continua escrevendo e tendo seus livros traduzidos para vários idiomas.

A Casa Inventada é seu livro mais recente, publicado pela Record em 2017. O livro, que se encaixa em vários gêneros, é um pouco romance, um pouco ensaio e carrega algo de autoficção, trazendo uma personagem que lembra e muito a vida da própria autora quando criança.
"Aqui não faço autobiografia, nem falo só em terceira pessoa: lembranças, incertezas, coisas que flutuam como destroços num mar revolvido pelas correntes da ficção. Ora escrevo como eu, ora como uma criatura que me espia nos espelhos, e que aqui chamarei Pandora. Mais tarde direi como ela me chama."