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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O Presente - Cecelia Ahern

O Presente
Editora: Novo Conceito
Autora: Cecelia Ahern
Tradução: Ivar Panazollo Júnior
Título original: The gift
Páginas: 320
Nota:11111 5/5
Sinopse:
Todos os dias, Lou Suffern luta contra o tempo. Ele tem sempre dois lugares para ir, tem sempre duas coisas a fazer. Quando dorme, sonha com os planos do dia seguinte, e, quando está em casa, com a esposa e os filhos, sua mente está, invariavelmente, em outro lugar. Numa manhã de inverno, Lou encontra Gabe, um morador de rua, sentado no chão, sob o frio e a neve, do lado de fora do imenso edifício onde Suffern trabalha. Os dois começam a conversar, e Lou fica muito intrigado com as informações que recebe de Gabe; informações de alguém que tem observado uniões improváveis entre os colegas de trabalho de Lou, como os encontros da moça de sapatos Loubotin com o rapaz de sapatos pretos... Ansioso por saber de tudo e por manter o controle sobre tudo, Lou entende que seria bom ter Gabe por perto — para ajudá-lo a desmascarar associações que se formam fora de suas vistas — e lhe oferece um emprego. Mas logo o executivo arrepende-se de ajudar Gabe: sua presença o perturba. O ex-mendigo parece estar em dois lugares ao mesmo tempo, e, além disso, Gabe lhe fala umas coisas muito incomuns, como se soubesse do que não deveria saber... Quando começa a entender quem é realmente Gabe, e o que ele faz em sua vida, o executivo percebe que passará pela mais dura das provações.

Quando bati o olho nesse livro pensei: preciso ler! Claro que esse não é o único que eu estava louca para ler mas esse foi o que ficou mais tempo rondando meus pensamentos: compre, compre, compre! Comprei, e hoje vim falar um pouquinho dele pra vocês.

Sempre quis ler algo da Cecelia Ahern e comecei com o pé direito.
A história desse livro pode parecer boba, afinal é mais uma história de natal. Grande engano, nunca li nada igual! O livro me surpreendeu desde a primeira página, afinal, é uma história dentro de outra.
Começa quando um adolescente joga um peru congelado na janela de seu pai - que se casou e formou uma família, o que ele não aceita -, na delegacia enquanto esperava, o garoto conhece o policial Raphael O'Reilly que vendo a situação do menino resolve contar-lhe uma história enquanto sua mãe não chega.


O que mais me encantou no livro além da escrita maravilhosa da autora foi a maneira como os fatos de desenrolam, a narrativa ágil e sem lenga-lenga prende o leitor e é difícil largar o livro sem antes termina-lo.
No começo - primeiras 100 páginas - tive vontade de entrar no livro e MATAR o Lou, que homenzinho insuportável, vou te contar!

"Mas eu tenho muitas coisas para fazer no trabalho - ele falou em meio ao beijo. _É importante para mim.
Ruth se afastou.
_Bem, fico feliz em saber que há coisas que são importantes para você, Lou, porque, por um momento, quase cheguei a pensar que você não era humano."

Viciado em trabalho e arrogante por natureza, Lou não quer saber de nada a não ser trabalhar. Sua família está em 3 plano na vida dele. Primeiro trabalho, depois mulheres e por último... se sobrar tempo, a família. Não bastando isso Lou está lutando por um cargo maior, ou seja, mais trabalho. Com tanta coisa para resolver, o que ele mais queria era poder estar em dois lugares ao mesmo tempo, isso resolveria tudo. Lou conhece Gabe, um  sem-teto que está sempre em frente ao prédio que Lou trabalha, um dia, querendo ser gentil - milagre - Lou compra um café para Gabe e incrivelmente começa uma conversa com o mendigo. Nessa conversa Lou descobre que Gabe pode ser útil, ele conhece todas as pessoas que trabalham no prédio pelo modelo do sapato, sabendo, assim, quem sai com quem. Sem pensar direito, ele contrata Gabe, mas logo se arrepende pois o homem parece estar sempre em dois lugares ao mesmo tempo, chegando de surpresa e sabendo de coisas que Lou não gostaria que ninguém soubesse.

"_Você tem responsabilidades para com a sua família.
_Mas tenho mais responsabilidades para com o meu trabalho. A família não pode me demitir se eu não comparecer a um jantar, não é?
_Elas podem fazer isso sim, Lou, eles só não chamam o ato de "demitir"."

A autora mistura um pouco de sobrenatural à história e cria um enredo totalmente novo, fazendo assim, gostarmos ainda mais da estória.
O que falar DAQUELE final? Chorei feito uma bebe, de soluçar mesmo. Não tinha chorado assim desde A Menina que roubava livros e ACDE.
Ps: Na outra metade do livro o Lou cai na real!

"E o motivo de Gabe falar a Lou Suffern sobre pessoas como Lou Suffern era avisá-lo de que quem vive olhando por cima dos próprios ombros acaba tropeçando no que está à  frente."

"Os caminhos ficam muito mais claros quando as pessoas param de dar atenção ao que os outros estão fazendo e concentram-se em si mesmas" Pg: 166

Depois da leitura fiquei com uma tremenda ressaca literária, ainda não estou totalmente recuperada.
Super indico!

E aí, já leu? 
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Beijos e até a próxima!

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