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sábado, 22 de novembro de 2014

Invisíveis - Stef Penney

Invisíveis
 Quando Rose se casou com o atraente Ivo Janko, integrante de uma família de ciganos nômades, muitos se perguntavam o que os dois tinham em comum. Rose é quieta e tímida. Ivo é taciturno, porém carismático. Depois que ela desapareceu, boatos diziam que ela fugira por causa de um filho que nasceu com o problema genético da família. Mas o pai de Rose, Leon, não tem tanta certeza disso. 
Ele quer saber a verdade e contrata um detetive particular para descobri-la. É aí que entra Ray Lovell, um detetive, que embora pouco renomado, tem a vantagem de ser descendente de ciganos. Lovell concorda em pegar o caso. 
No entanto, sete anos após o desaparecimento de Rose, ele teme que tenha se passado tempo demais. Além disso, sua investigação é dificultada pelas únicas pessoas que poderiam ajudá-lo: a família Janko. Trata-se de um clã fechado, e a última coisa que desejam é um estranho se metendo em seus assuntos particulares. Ray não consegue entender a relutância deles em ajudar. Qual é o motivo de não quererem que Rose Janko seja encontrada? 




Demorei séculos para finalmente concluir a leitura de Invisíveis. Esse, como muitos outros da minha estante, foram comprados pelo preço baixo e beleza das capas. Costumo gostar dos livros que compro "no escuro" e com esse não foi muito diferente.

O livro é narrado por 2 personagens, em primeira pessoa. O primeiro personagem, o que nos abre a história, é Ray Lovell, um detetive não muito renomado que está passando por um divórcio. É contratado por Leon, um cigano, para encontrar sua filha, Rose, que está desaparecida a 7 anos e, mesmo com a especulação de uma fuga por conta do estado de saúde do filho ou a fuga com outro homem, Leon não acredita em algo assim e está disposto a pagar para que Ray a encontre, viva ou morta. 
Apesar de ter suas dúvidas quanto ao sucesso de tal investigação depois de tanto tempo, Ray acaba aceitando o caso, e entrando em uma rede de mentiras, traições e muito mistério envolvendo uma família cigana que faz de tudo para manter sua privacidade. 
Aos poucos, e por ser metade cigano, Ray Lovell vai conquistar um pouco de simpatia dos Janko, principalmente do JJ, integrante da família de 14 anos, e é ele quem narra em paralelo ao Ray. 

JJ não tem vergonha de ser cigano, mas já passou por poucas e boas na escola e com uma garota, que ao visitá-lo ficou chocada com o modo de vida dele, dentro de um trailer. Isso para ele foi uma facada no estômago e daquele dia em diante nunca mais levou ninguém para conhecer sua família. 
Ele é um personagem indispensável na trama pois é ele que nos narra o ponto de vista dos Janko à tudo o que acontece com eles. E claro, ficamos por dentro da história de todos os integrantes dessa família tão misteriosa. 

"Na verdade, não entendo nada, mas, às vezes, é preciso fingir que a gente entende, só para deixar as pessoas à vontade. Assim como, à vezes (muitas vezes, na minha experiência), precisamos fingir que não entendemos algo que alguém disse ou o que está acontecendo. Caso contrário, as coisas podem ficar complicadas."  Pagina 246

"Entendo melhor o que meu tio-avô quer dizer agora quando fala que somos diferentes. Não piores ou melhores, apenas diferentes. (...) podemos ter cabelos escuros e falar inglês, gostar de The Smiths e detestar aulas de geografia. Mas somos como trens que correm sobre trilhos mais ou menos paralelos, mas que nunca se encontram. E não posso ir para seus trilhos, nem ela, para os meus." Pagina 110

"Dizia que os Ciganos têm pele e cabelos escuros e "olhos especialmente brilhantes". O que isso significa? Como alguns olhos podem ser mais brilhantes do que outros? Ficando molhados?" Pagina 109

Eu gostei muito desse livro. A narrativa é fluída mas confesso que demorei um pouco para me acostumar com o estilo de escrita da autora, que reúne dois pontos de vista cruciais e narrativa poética, mas sem exageros. Não tenho dúvidas que Stef Penney foi bem sucedida na tentativa de reunir mistério, romance, distúrbios psicológicos e personagens que ficam dias na cabeça do leitor. Foi uma ótima trama, mas me decepcionei com o final, esperava bem mais do desfecho pois o mesmo foi simples e não muito conclusivo como eu gostaria e como a história pedia. Para quem, como eu, tem curiosidade na cultura Cigana e suas peculiaridades, vai ganhar um prato cheio. 
Contudo é um livro incrível e muito bem escrito que indico para quem gosta de detetives e bons mistérios para decifrar. 4 estrelas <3 E o que falar dessa capa? Adorei. Ah, a capa é daquelas meio emborrachadas sabe? Não curto muito mas ok, com essa ilustração a gente releva  :)
                                            

Um comentário :

  1. Opaaa eu também adorei a capa e também tenho curiosidade sobre os Ciganos! Gabi, distúrbios psicológicos é meu fraco menina!!! Só por isso já tenho vontade de ler HUAHAUAHAUHAUA tudo bem que o final pode não ter sido legal, mas se todo o restante compensou não custa nada colocar na wishlist né?!

    Beijão!
    Livrofagia || Fanpage

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