Favoritos de 2014 (em construção)

terça-feira, 8 de maio de 2018

Resenha || O Menino que Falava a Língua dos Cães, de Joanna Gruda

Bertrand Brasil, 2018 || 272 páginas || Skoob
Sinopse: Certas vidas são tão surpreendentes que não poderiam ter sido inventadas. É o caso da vida de Julian Gruda, aliás, Jules Kryda, aliás, Roger Binet. Como é possível que aos 14 anos um menino já tenha tido tantas identidades? Que tenha vivido com tantas famílias diferentes sem ser desmascarado? Que tenha atuado como agente secreto da Resistência? Como pode ter crescido em um orfanato se tem pelo menos duas mães? E, sobretudo, onde aprendeu a falar a língua dos cães, o que causa tanta admiração em seus colegas? Ao contar em forma romanesca a história verídica de seu pai, Joanna Gruda descreve uma infância incomum, que começa em Varsóvia no início da guerra e termina na Paris liberta. Pelos olhos de Jules, desfilam diante de nós os dias mais desoladores do século passado, narrados com veracidade e vivacidade ímpares. É a guerra como se estivéssemos presentes, contada sem o menor sentimentalismo, tornando ainda mais palpável o caráter trágico desses anos sombrios. Mas este relato cativante é antes de qualquer coisa a história de um menino que preserva sua capacidade de se surpreender diante das reviravoltas do destino. Movido por uma inabalável esperança, ele nos dá uma extraordinária lição de sobrevivência  


RESENHA ✍

Neste livro vamos conhecer Julian Gruda, um garoto de 14 anos, filho de Poloneses e comunistas, ativistas na luta contra o autoritarismo de Hitler, e que em meio a Segunda Guerra Mundial tem sua vida revirada, mudando-se de casa em casa e até de identidade inúmeras vezes.

Apesar das reviravoltas de sua vida, de passar necessidades e nunca parar em um local especifico, Julian é um menino experto, inteligente e engajado na causa comunista desde sua infância, chegando até a se tornar espião para o partido.

Eu, como grande curiosa sobre tudo a Segunda Guerra Mundial que sou, logo que tomei conhecimento sobre O Menino Que Falava a Língua dos Cães e vi que poderia solicitá-lo para o Grupo Editorial Record, não poderia deixar de fazê-lo, pois fiquei muito curiosa com sua sinopse e principalmente seu título.

Resenha || Asiáticos Podres de Ricos, de Kevin Kwan

Editora Record, 2018 || 490 páginas || Skoob
Sinopse: Best-seller internacional que inspirou uma das mais aguardadas adaptações cinematográficas do ano. Quando Rachel Chu chega a Cingapura com o namorado para o casamento de seu melhor amigo, imaginava passar dias tranquilos com uma simpática família. Só que Nick não mencionou alguns detalhes, como o fato de sua família ter muito, muito dinheiro, que ela viajaria mais em jatinhos particulares do que de carro e que caminhar de mãos dadas com um dos solteiros mais ricos da Ásia era como ter um alvo nas costas. Logo, Rachel percebe que não será poupada das fofocas e intrigas. Isso sem falar na mãe de Nick, uma mulher com opiniões bem fortes sobre com quem o filho deve – ou não – se casar. Um passeio pelos cenários mais exclusivos do Extremo Oriente – das luxuosas coberturas de Xangai às ilhas particulares do mar da China Meridional –, Asiáticos Podres de Ricos é uma visão do jet set oriental por dentro. Com seu olhar satírico, Kevin Kwan traça um retrato engraçadíssimo do conflito entre os novos-ricos e as famílias tradicionais em seu romance de estreia, que já fez milhares de leitores chorarem de tanto rir no mundo todo.  

RESENHA ✍

Asiáticos Podres de Ricos é o primeiro romance publicado de Kevin Kwan, nascido em Cingapura. O livro anda fazendo bastante barulho desde seu lançamento lá fora, em 2013. Agora os leitores brasileiros finalmente terão a oportunidade de ler também, nesta linda edição publicada pela Editora Record. E aproveitem para ler logo, pois em breve teremos a adaptação nos cinemas :)

Neste livro conhecemos Rachel Chu, uma economista e professora universitária de Nova York cujo namorado, Nicholas Young é o herdeiro bilionário de uma família abastada de Cingapura. Mas ela não sabe disso ainda! Em dois anos de namoro Rachel nunca conheceu a família do namorado, então quando ele a convida para o casamento de seu melhor amigo em Cingapura, ela aceita, meio temerosa, afinal ela poderá conhecer os sogros e saber mais sobre a vida de Nick.

Quando Eleanor Young descobre que o filho está namorando e, pior, levará a tal para conhecer a família, logo começa a maquinar um plano para acabar com aquele romance despropositado. Afinal, seu filho irá herdar um império, ele é um Young, e os Youngs não se misturam com qualquer um. Seu filho só pode ter enlouquecido! E essa tal de Chu... É uma ninguém, uma simples professora de Nova York que certamente quer colocar as mãos no dinheiro do seu amado filho. Não, ela não irá sossegar até ver a garota voltar com o rabo entre as pernas. E ela não é a única a querer o fim desse relacionamento.
"- Não faço a menor ideia de quem essas pessoas são. Mas uma coisa eu posso garantir: essa gente é mais rica do que Deus."

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Resenha || A Outra Sra. Parrish, de Liv Constantine

HarperCollins Brasil, 2018 || 432 páginas || Skoob
Sinopse: Amber Patterson não aguenta mais. Está cansada de ser uma ninguém: uma mulher sem graça e invisível que não se destaca na multidão. Ela merece mais – uma vida de dinheiro e poder como a que Daphne Parrish, a deusa loira dos olhos azuis, tem e não valoriza. Para todos na pequena cidade de Bishops Harbor em Connecticut, a socialite e filantropa Daphne e seu marido Jackson, o magnata do mercado imobiliário, são um casal que parece recém-saído de um conto de fadas. A inveja de Amber poderia consumi-la por dentro... Se ela não tivesse um plano. Amber usa da compaixão de Daphne para se inserir na vida da família – o primeiro passo de um esquema meticuloso para destruí-la. Em pouco tempo, ela se torna a amiga mais próxima de Daphne, vai para a Europa com os Parrish e suas duas belas filhas, e se aproxima de Jackson. No entanto, um fantasma de seu passado pode destruir tudo que ela construiu e, se seu segredo for descoberto, seu plano perfeito pode ir por água abaixo. Com reviravoltas chocantes e segredos tão profundos que te deixarão tentando adivinhá-los até o final da história, A Outra Sra. Parrish é um thriller repleto de emoções e completamente viciante, escrito por mãos diabolicamente imaginativas.  

RESENHA ✍

A Outra Sra. Parrish foi escrito à quatro mãos pelas irmãs Lynne e Valerie Constantine. O thriller psicológico foi publicado pela primeira vez em 2017 e, mesmo antes de seu lançamento, já causava certa expectativa nos leitores e fãs do gênero. Em 2018 a HarperCollins Brasil lançou o livro por aqui, e o efeito está sendo o mesmo.

Neste livro vamos conhecer Amber Patterson, uma mulher oportunista que está de olho em sua próxima vítima. E desta vez ela se certificará de que tudo dê certo. Enquanto tenta manter seu passado misteriosos em segredo e sustenta a fachada de boa moça competente no emprego como secretária em uma corretora de imóveis, Amber faz de tudo para manter as aparências enquanto manipula todos a sua volta.

Sua vítima da vez é Daphne Parrish, esposa do famoso milionário e magnata do mercado imobiliário Jackson Parrish. Dona de uma beleza estonteante, estilo refinado e mãe de duas lindas crianças, Daphne é tudo o que Amber não é, mas fará de tudo para ser. Afinal, Daphne teve sua chance de aproveitar todas as riquezas e a vida fácil durante mais de uma década, agora é a vez de Amber...
"O que ela queria de Daphne era tudo."

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Resenha || Sobre os Escritores, de Elias Canetti

José Olympio, 2018 || 208 páginas || Skoob
Sinopse: Elias Canetti, Nobel de Literatura de 1981, recorre ao mais amplo conhecimento em suas referências e análises e trata de grandes nomes como Proust, Shakespeare, Joyce, Kafka, entre outros. Laureado com o Nobel de Literatura de 1981, Canetti decidiu, pouco antes de sua morte, que confiaria à Biblioteca de Zurique seus textos ainda inéditos – e pediu que não fossem liberados antes de 2024. Entretanto, com intuito de comemorar o centenário do nascimento do autor, sua filha se antecipou. E, entre os liberados precocemente, encontram-se os que compõem este Sobre os escritores. Por meio de aforismos, anotações, ensaios e conferências – selecionados por Penka Angelova e Peter von Matt –, Canetti trata de Proust, Shakespeare, Joyce e Kafka, entre outros, e faz da erudição um alicerce seguro para mostrar todo seu amor pela literatura. Para Ivo Barroso, “uma expressiva amostra de sua riqueza literária com este livro sobre poetas, escritores e os vultos notáveis que enriqueceram a experiência literária de Canetti”.  

RESENHA ✍

Elias Canetti foi um romancista nascido na Bulgária que escreveu e publicou suas obras na língua alemã, com a qual sempre teve muita facilidade. Em 1981, aos 76 anos, recebeu o Prêmio Nobel de literatura "por escritos marcados por uma ampla perspectiva, uma riqueza de ideias e poder artístico." Entre suas obras mais conhecidas estão Auto-da-Fé e Massa e Poder.

Esse foi meu primeiro contato com a escrita de Elias Canetti; não conhecia seu trabalho e, quando apareceu a oportunidade de realizar essa leitura, não resisti e resolvi arriscar. Sempre que tenho a oportunidade de ler livros menos conhecidos de autores cultuados (como contos e ensaios), opto por fazê-lo. Já tive ótimas surpresas!

Neste livro, publicado depois de sua morte, estão reunidos vários escritos de Canetti sobre os poetas que lia, desde Proust e Kafka a Mark Twain, entre outros escritores que tiveram alguma influência sobre ele. O livro não segue uma ordem ao apresentar esses trechos, que foram selecionados por Penka Angelova e Peter von Matt.
"O que o poeta não viu, não aconteceu."

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Resenha || Quando as Estrelas Caem, de Amie Kaufman e Meagan Spooner | Starbound #1

Novo Conceito, 2018 || 416 páginas || Skoob
Sinopse: Tarver só tem 18 anos, mas já ocupa o posto de Major e foi condecorado como herói. Lilac é mimada e arrogante, e acha que o mundo existe somente para servi-la. A menina mais rica da galáxia e o guerreiro misterioso. Perdidos em um planeta abandonado, os únicos sobreviventes de um desastre que matou milhares de pessoas sabem que precisam aprender a conviver e não estão certos de que conseguirão voltar para casa um dia. Juntos, eles enfrentam aparições, vozes fantasmagóricas, coisas que desaparecem e a presença cada vez mais próxima da força desconhecida que ejetou do espaço a nave Icarus. Criando um vínculo que supera o clichê os opostos se atraem , Lilac e Tarver provam que a coragem e a lealdade podem ser muito maiores que o instinto de sobrevivência. Personagens que, de tão imperfeitos, nos fazem torcer por eles. Suspense arrebatador, amadurecimento e um desfecho eletrizante daquelas fantasias que nos cativam e fazem querer compartilhar a história com todo mundo... Quando as estrelas caem é apaixonante.  

RESENHA ✍

Quando as Estrelas Caem é o primeiro livro de uma trilogia escrita a quatro mãos pelas autoras Amie Kaufman e Meagan Spooner. Há alguns anos li a sinopse desse livro e fiquei bem curiosa, afinal se trata de um jovem adulto com um pé na ficção científica, e eu queria ver como as autoras iriam introduzir esse último elemento na trama. Finalmente o livro foi lançado aqui no Brasil!

O livro apresenta dois personagens bem diferentes: Tarver tem 18, ocupa o posto de Major e foi condecorado  como herói após uma bem-sucedida missão que o deixou bem conhecido. Em uma festa ele conhece a bela Lilac e se encanta por ela...

Lilac é a garota mais rica de toda a galáxia (e mimada também); quando conhece Tarver ela acredita que o Major só se aproxima pelo mesmo motivo que todos os outros: seu dinheiro e posição. Mal sabe ela que Tarver não faz a mínima ideia de quem é Lilac; talvez a única pessoa em todo o universo a não saber.

Quando a nave que eles ocupam entra em pane, eles são os únicos sobreviventes do desastre que ceifou milhares de vidas; agora os dois se encontram em um planeta desconhecido e abandonado onde precisam, juntos, lutar pela sobrevivência enquanto algo ali parece querer enlouquecê-los.
"Ela não está olhando para mim e vendo um cara criado no lado errado do planeta. Ela não está vendo um soldado, nem um herói de guerra, nem um rústico sem cultura que não entende quão difícil isso é para ela, nem um idiota que não sabe o que é certo. Ela apenas me vê."

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Diário de Leitura #30 a #33 | Maresi, Coragem e Me Chame Pelo Seu Nome


Já faz um tempo que venho querendo trazer postagens mais dinâmicas aqui no blog, então decidi começar a fazer diários de leitura onde vou falar resumidamente sobre as últimas leituras que fiz. Ainda não sei se o formato seguirá o mesmo deste post, mas espero que gostem do resultado e acompanhem as próximas postagens :)

Li muita coisa boa nessas últimas semanas! Vamos começar por Maresi...


Maresi, de Maria Turtschaninoff (Editora Morro Branco)

Maresi é o primeiro livro da série As Crônicas da Abadia Vermelha, de Maria Turtschaninoff, publicado esse ano pela Morro Branco. Gente, que livro ótimo! Ele é contado em primeira pessoa pela Maresi, uma jovem noviça que mora com outras várias meninas e mulheres na Abadia Vermelha, na ilha de Menos, um lugar que muitos pensam se tratar de lenda, mas que para essas mulheres é um refúgio, o lugar que as acolheu e protegeu. Lá é proibida a entrada de homens (um sonho) e elas vivem do que produzem. Um lugar assim só pode ter magia, certo? E a resposta é sim, tem magia, e é uma coisa linda de se ler. A autora teve umas ideias fantásticas e desenvolveu tudo maravilhosamente bem.

sábado, 21 de abril de 2018

Resenha || A Mulher Entre Nós, de Greer Hendricks e Sarah Pekkanen

Paralela, 2018 || 352 páginas || Skoob
Sinopse: Um livro de suspense que explora as complexidades do casamento e as verdades perigosas que ignoramos em nome do amor. Aos 37 anos, a recém divorciada Vanessa está no fundo do poço. Deprimida, morando no apartamento de sua tia, ela não tem filhos, dinheiro ou amigos verdadeiros. Ao descobrir que Richard, seu rico e carismático ex-marido, está prestes a se casar de novo, algo dentro de Vanessa se quebra. A partir de agora, sua vida irá revolver em torno de uma única obsessão: impedir esse matrimônio. Custe o que custar. Na superfície, Nellie se parece com qualquer outra jovem bela e sonhadora que veio para Manhattan começar sua tão sonhada vida adulta. Mas a personalidade tranquila que ostenta é apenas uma fachada. Em sua mente, perdura um segredo que a fez fugir de sua cidade natal e que a impede de caminhar em paz quando está sozinha. Ao conhecer Richard – bem sucedido, protetor, o homem dos sonhos – ela finalmente começa a sentir-se segura. Ele promete protegê-la de todos os males, para o resto de sua vida. Mas, de repente, ela começa a receber ligações misteriosas. Fotografias em seu quarto são movidas de lugar. O lenço que ela planejava usar em seu casamento desaparece. Alguém está perseguindo a, alguém quer o seu mal. Mas quem?  

RESENHA ✍

Vanessa Thompson tem 37 anos e acabou de se divorciar do marido, Richard. A separação não está sendo nem um pouco fácil para Vanessa, que dedicou longos anos a um casamento que foi ruindo aos poucos, e deixou marcas terríveis. Agora, morando com a tia e trabalhando na Saks, ela precisa tomar um rumo em sua vida. Depois de meses, ela descobre que seu ex marido irá se casar novamente. Ela não pode permitir.

Nellie é uma jovem mulher inteligente e cheia de planos. Quando conhece Richard, ela acredita ter encontrado o amor de sua vida. Carismático, gentil, rico e bem apessoado, ele parece o cara dos sonhos. Mesmo com os conselhos de sua melhor amiga e sua mãe sobre a rapidez daquele relacionamento, ela não tem dúvidas de que quer passar sua vida ao lado dele.

Mas nem tudo são flores e Nellie sente que está sendo perseguida; ligações misteriosas, objetos que desaparecem... Será que tem alguém querendo seu mal? Ou será que os fantasmas de seu passado finalmente foram atrás dela, depois de tanto tempo?
“Seria bom se eu pudesse entender melhor na época; eu me sentia abandonada, mas agora sei como é experimentar um sofrimento pesado demais para suportar. Tudo o que você quer é se esconder em um lugar seguro e esperar a tempestade passar. Mas agora é tarde demais.”